domingo, 19 de setembro de 2010

DESERTO DA ATACAMA

DESERTO DA ATACAMA

MOR

Reverencia ao deserto
Com suas flores coloridas.
Naquele lugar incerto
Como podem terem vidas.

Seria as orações dos mineiros
Que dariam aquelas vidas.
Naquele trabalho bem ordeiro
Logo ali estão floridas.

Quando de lá sair ali encontrar
Seria aquele momento.
Ao céu uma oração elevar
No maior agradecimento.

Num obelisco marcar
O infausto salvamento.
Cada nome registrar
O grande acontecimento.

São José/SC, 10 de setembro de 2010.
www.poetasadvogados.com.br
www.mario.poetasadvogados.com.br
mosnyoiram@gmail.com Tags:

UM REINO

UM REINO

MOR

Em terras muito distante tinha um Monarca que governava seu reino por muitos anos a fio, seu povo era ordeiro e bom contribuinte, seu reino era o mais rico nele nada faltava.

Exportava de tudo menos tecnologia, tinha uma educação razoável, mas sem muito desenvolvimento tecnológico, seu governo era fechado, seus ministros não tinham muitos contatos com as necessidades do povo do reino.

Suas estradas construídas com a força do tributos dos súditos, e mais a força braçal dos mesmos.
Tudo era muito demorado em função do protecionismo e uma parcela de súditos, mais bem aquinhoados do reino este sempre recebiam os maiores dotes e benefícios na construção de estradas, pontes e outros meios de transportes que existiam naquele reino, mas os vassalos não favorecidos pela sorte recebiam o necessário, para não competir com os fortes do reino.

No reino só existia dois partidos para eleger o poder legislativo que elaborava as Leis e tudo era determinado pela Sua Majestade o Rei todo poderoso e pela maioria do legislativo.

Entre os vassalos existia um moço muito inteligente, que tinha estudado em outro reino e tinha uma vontade de mudar algumas coisa naquele reino, mas como os vassalos daquele reino não tinha um partido para fazer parte dos destinos do reino.

Tudo acontecia pela falta de cultura, pois os vassalos não tinham oportunidade de expor suas idéias, nos meios de comunicações, pois só existia uma liberdade restrita, e ainda os vassalos não tinham oportunidade de freqüentar escolas melhores simplesmente aprendiam a ler e escrever e um pouco de matemática, para defender suas necessidades naquele reino. Pois da pouca liberdade que existia no reino este moço começou a requisitar entre os vassalos de cada Província, os mais inteligente, e com estes formarem a maioria dos vassalos do reino.

Este jovem mais instruído tinha suas idéias exposta para os vassalos com sua filosofia.

Sempre em seus debates insistia, que para ser ter uma vitória necessitava de ter conhecimento cultura e educação e com isso no futuro ter até uma terceiro partido no reino que viesse defender os direitos dos vassalos, tudo isso diante da pouca liberdade que a maioria dos vassalos tinham no reino.

Foi um trabalho demorado na organização de toda uma estrutura até chegar a desfrutar alguma glória, entre os vassalos existia depois de um certo tempo de formação três linhas filosóficas, naquele reino, uma linha bem radical, uma moderada e a outra menos moderada, nunca se chegava a um consenso nas atividade entre as três linha filosóficas.

A radical queria mudar tudo e ainda todo o sistema no reino e pensava até em transformar numa república, destas república que só tem o nome de república, já os moderados queriam que os vassalos pudessem eleger seus representantes no legislativo do reino e os menos moderados seria a maria vai com as outras, não tinha nenhuma ambição diante de seus companheiros.

Levou muitos anos até se solidificar aquelas filosofias tripartidas até que num momento os radicas conseguem eleger deputados senadores e com isso haver um equilíbrio no legislativo do reino e os vassalos já conseguiam ter suas revindicações atendidas, mas a velha ambição dos radicais continuava viva nos ideais daqueles que queriam mudar aquele reino.
O Monarca já era velho e não tinha herdeiros, pois com isso não estava longe de acontecer uma mudança naquele reino, e ainda com os vassalos no legislativo começaram a dar mais liberdade aos mesmos nos meios de comunicação embora fossem estes ainda muito fraco no reino.

No incio do ano legislativo os vassalos conseguiram a presidência da camara dos deputados e esta foi o começo de uma reviravolta no reinado daquele Monarca.

O velho Monarca, já cansado e sem ter mais forças para comandar aquele reino vendo toda aquela reviravolta, debilitado, sofre um ataque cardíaco fulminante e lá fica o reino sem o seu rei, o senado decreta oito dias de luto e a bandeira é hasteada a meio pau em sinal de luto.

Foi estabelecido três dias de visita ao velório para que todos os súditos pudessem se despedir do velho monarca e no quarto o corpo baixaria a sepultura com a presença de todo o reino.

Desde o falecimento as duas casas legislativas estavam em reuniões consecutivas, não havia um entendimento de quem deveria assumir o reino depois de sepultar o monarca.

Entre as duas casas existiam várias correntes de pensamento sobre o assunto, uns achavam que deveria ser o presidente do senado, logo outros pensavam que deveria ser o presidente dos deputados, já a corrente mais radical entendia que deveria convocar uma assembléia constituinte e transformar o reino numa República, e enfim chamaram o judiciário para resolver o impasse, pois o mesmo tinha que dar um parecer diante de toda aquela divergência que imperava naquele momento.

O judiciário do reino convoca uma Plenária do mesmo e seu Presidente coloca em discussão o assunto daquele momento, depois de muito debate sem chegar a um acordo final um dos juízes do Supremo pede vistas ao processo, para um análise mais profundo sobre o assunto o Presidente concedeu vistas, e deu um prazo de quinze dias para uma nova reunião e chegar a uma conclusão final, e as duas casas legislativas ficaram esperando a resposta.

O Juiz que pediu vistas ao processo depois analisar o mesmo e dar seu parecer diante da Constituição do reino sua tese vai expor no plenário do Supremo no prazo estabelecido pelo seu Presidente.

Quinze dias depois o Judiciário volta a se reunir e escutar a tese e parecer do juiz que solicitou na última reunião e em seguida dar o parecer final as duas casas do legislativo.

Em seu parecer defendeu a tese de que a constituição estabelece no caso em tela que seja formada um Junta Administrativa que terá o prazo de noventa dias, para que seja feito um plebiscito para saber que tipo de governo o povo quer daquele momento em diante, como neste reino o povo tem pouca cultura só Deus sabe o que vai acontecer neste plebiscito.

Quem mesmo vai apostar neste momento dos acontecimentos, o que será o futuro daquele reinado,
só a história futura poderá registrar todos os fatos e atos que vão acontecer.

São José/SC, 18 de setembro de 2010.
www.poetasadvogados.com.br
www.mario.poetasadvogados.com.br
mosnyoiram@gmail.com

PRÍNCIPE E A DAMA DA NOITE

PRÍNCIPE E A DAMA DA NOITE

Mário Osny Rosa

Era uma vez um príncipe encantado que vivia num castelo, sempre estava à procura de uma dama para sua companheira, vagava a noite por todo o reinado a procura de sua amada.
Pois ele sempre ouvia que existia uma tal de Dama da Noite e estava a sua procura, pretendia se casar com ela.
Depois de vagar quase por todo o reino, numa noite de lua cheia seu olfato percebe um perfume contagiante, quem pode estar exalando esse perfume pergunta para si próprio sai à procura, queria saber de onde vinha o tal perfume.
Encontra um pé de dama da noite e pergunta:
- Qual é o seu nome?
- Sou a dama da noite.
- Como Dama da Noite com essa beleza de flor escondida às vezes na escuridão da noite, como vão conhece-la?
- Os meus amantes ficam de vigia e quando abro numa noite como essa eles vem me visitar.
- E ainda mais tiram fotos para depois mostrar para os amantes de flores a minha beleza.
- Quero ser um de seus amantes me permite?
- Claro que sim, mas tem algumas regras para seres meu amante.
- Quais são as regras?
- As minhas flores só ficam abertas para o deleite de meus amantes uma noite, tem que ficar sempre alerta, para apreciar a minha grandeza. Não posso protelar minha abertura e logo na amanhecer estarei morta com se fosse um encanto.
- Quanta delicadeza só por uma flor?
- Sempre esteja atento quando vier me visitar traga uma filmadora, uma máquina fotográfica, de nada adiante no dia seguinte falar para seus amigos e amigas que viu uma flor muito linda e não poder mostrá-la.
- Então seus amantes são privilegiados?
- Claro que sim, só eles tem essa oportunidade, no dia seguinte só podem me ver murcha sem forças de me manter aberta já sou uma flor morta.
- Mas eu queria casar com você, como farei?
- Mas você é um príncipe encantado como vai casar comigo.
- Eu acho que você também é uma flor encantada tenho que achar uma maneira para terminar com seu encanto.
- Eu penso da mesma maneira que terminar com seu encanto, para vivermos uma vida a dois de amores eternos.
- Queria você ao meu lado e que todos admirassem sua beleza.
- Quem sabe isso um dia aconteça.
Nesse primeiro encontro que já ia pela madrugada, quase amanhecendo o dia a dama da noite fala:
- A beleza de hoje vai chegando ao fim já me sinto cansada sem forças para dialogar.
- Você vai morrer.
- Enquanto não descobrires uma maneira de me desencantar terás sempre esse desconsolo de ver-me só por uma noite.
- Não pode, não pode, não pode, isso, acontecer agora, logo em nosso primeiro contato, que te conheci.
Lá estava o príncipe encantado cabisbaixo triste sem saber o que fazer e a pensar:
- Quanta flor, nesse pé vai abrir nas demais noites de sua floração, como agir para desencanta-la.
A Dama da noite já sem forças exala seu último perfume encantador e sua pétala murcharem numa morte silenciosa sem gemido e o príncipe sai cabisbaixo pensando:
- O que vou fazer agora só resta uma lembrança, da sua beleza na minha memória, parece até que foi um sonho tudo o que aconteceu.
O príncipe voltou ao castelo e continuou a vagar pelo seu reino a espera de mais uma noite e encontrar a Dama da Noite.

Florianópolis, 07 de janeiro de 2004.
www.poetasadvogados.com.br
mosnyoiram@gmail.com.br

AS ETENIAS ESQUECIDAS

AS ETENIAS ESQUECIDAS

MOR

O índio brasileiro
Foi uma etnia esquecida.
Da educação catarinense
Só agora foi distinguida.

Com ensino superior
Sua língua materna manter.
Num ensino com amor
E sua etnia não desaparecer.

Um povo que tem tradição
Fora dos registros da história.
Por falta da boa educação
Um dia terá sua glória.

Sua sociologia registrar
Por entes de sua raça.
Para um espaço encontrar
Tudo chega de graça.

Nosso estado tem três etnias
Kaingang, Xokleng e Guarani.
Tem história sem soberanias
Em áreas isoladas elas vivi.

São José/SC, 18 de setembro de 2010.
www.poetasadvogados.com.br
www.mario.poetasadvogados.com.br
mosnyoiram@gmail.com

SÃO FRANCISCO

SÃO FRANCISCO

Túnel do tempo 1906

MOR

Vivendo aquele cenário
De um tempo que não vivia.
Já chegou ao centenário
Daquilo que foi uma magia.

Ver todo aquele movimento
Todos os tipos de transportes.
Dos bólidos daquele tempo
Teria por lá muitas mortes.

O bonde não tinha ponto
Pessoas a caminhar.
Do cliente o encontro
Do movimento escapar.

De todo o entrevero
A lei não existia.
Naquele vasto terreiro
E menos que a cumpria.

São José/SC, 19 de setembro de 2010.
www.poetasadvogados.com.br
www.mario.poetasadvogados.com.br
mosnyoiram@gmail.com

http://www.youtube.com/watch_popup?v=NINOxRxze9k

ALERTA CIDADÕES BRASILEIROS

ALERTA CIDADÕES BRASILEIROS

MOR

Cidadão em letargia
Estejam mesmo atentos.
Cuidado com a maresia
Nos segundos momentos.

Quem um dia lutou contra
Hoje já luta a favor.
Tem a sua moeda pronta
Para dizimar o pavor.

Quem tem boa memória
De quem seria a festinha.
Lembre se da história
Daquele mais bela ferrina.

Não falta nem muitos dias
Para meu Brasil logo mudar.
Com seu povo e seus guias
Nem sei mais em que lugar.

História não foi escrita
Logo o povo não a conhece.
Ela só ficou bem restrita
E o tempo não a envelhece.

Da nobreza deste povo
Vejo uma grande esperteza.
Quando já volta de novo
Enganando toda a pobreza.

São José/SC, 18 de setembro de 2010.
www.poetasadvogados.com.br
www.mario.poetasadvogados.com.br
mosnyoiram@gmail.com
http://www.youtube.com/watch_popup?v=dAQkMjebkeA

domingo, 29 de agosto de 2010

O CINEMA ESQUECEU UMA HISTÓRIA

O CINEMA ESQUECEU UMA HISTÓRIA

MOR

Com a passagem dos sessenta e cinco anos do lançamento da primeira bomba atômica sobre a cidade de Hiroshima, um fato interessante me veio a memória neste momento, pois o cinema americano esqueceu a dita história, a mais trágica da segunda guerra mundial.

No entanto o cinema americano produziu muitos filmes sobre a segunda guerra mundial, como a batalha de Pearl Habor em que os japoneses foram derrotados e tantas outras produções nos campos de batalha da Europa sobre o mesmo tema.

Será que os americanos não viram nada em Hiroshima naquele tágico dia do lançamento daquele poderoso petardo? Ou diante do efeito do mesmo o cinema americano não quis mais rever aquela história que até hoje vivem muitos mutilados originados pelos efeitos da radiação atômica, hoje no final de sua vidas relembram aquele momento que a cidade se viu destruída com marcas até hoje existentes em seu meio.

Naquele dia um segundo sol brilhou intensamente no céu daquela cidade destruindo tudo e mantando muita gente velhos adultos jovens crianças nas escolas, aqui em Santa Catarina vive um Japonês que por milagre se salvou daquele trágico momento, pois o mesmo não foi a escola naquele dia, mas seus colegas todos morreram naquele instante fatídico.

E este cidadão erigiu um monumento para a Paz num pequeno Município de Frei Rogério, no Estado Santa Catarina, local que recebeu imigrantes japoneses, que ali desenvolveram a fruticultura da nectarina, pêssego, mação e finalmente desenvolveram o famoso alho Chonan, que é produzido no Sul do Brasil.

Com tanta história na vida destes japonês sua história é pouco lembrada e menos cultuada, como um incentivo de mais paz neste mundo tão hostil em nossos dias.

Para que os homens do futuro não pensassem em guerras, mas sim pensassem em paz e harmonia entre os povos erradicando todos os males da atualidade em que vivemos, pois com o dinheiro das guerras fossem traduzidos em alimento para amenizar a fome dos países mais pobres deste belo planeta terra.

Pois é revendo a história que se educa a juventude e hoje só se revê a história num mundo globalizado usando os meios modernos de comunicação, mídia, cinema, televisão e intermete.

Hoje com o modernismo da era digital, e com os arquivos da segunda guerra mundial poderia ser feito um filme sobre o assunto, e seria uma lição educativa, para as gerações futuras deste planeta.

São José/SC, 29 de agosto de 2010.
www.poetasadvogados.com.br
www.mario.poetasadvogados.com.br
mosnyoiram@gmail.com